Um marco na história do modernismo, com certeza, são as obras do escritor Jorge Amado. Em sua obra A morte e a morte de Quincas Berro D’água, ficamos “presos” a uma história que nos leva a querer saber mais e mais, a saber o desenrolar dos acontecimentos. Sua linguagem, simples e de fácil compreensão, também incorpora elementos do vocabulário baiano, já que a história se passa nas ruas da Bahia. É uma história fascinante!
Quincas Berro D’água, antes de ter uma vida boêmia, ser tratado como marginal, tinha uma família correta, trabalhava na vida pública, enfim, tinha uma rotina “normal”. Mas, na verdade, ele já estava cansado dessa vida rotineira, do casamento exaustivo, de tudo aquilo que ele estava vivendo. Quando Quincas saiu de casa foi como se ele morresse pela primeira vez. Sua família o renegou, tinha vergonha dele. Nesse contexto, o livro faz uma crítica azeda aos comportamentos burgueses.
A parte mais interessante da história é quando Quincas morre. Sua família tem vergonha de comunicar o fato e muitas confusões começam a partir daí. A família fez uma espécie de revezamento para ficar com o morto. Seus amigos de vida boêmia, que assim como ele eram “vagabundos” assumidos, acabam ficando com o morto pela madrugada, apesar de serem mal vistos pela família. É muito engraçada a parte em que os amigos de Quincas, já muito embriagados, começam a tirar suas roupas, que eram caras, pois achavam que era um desperdício e, por isso, diviram-as entre si. Começaram a dar cachaça para ele beber, achando que ele estava consciente. Depois carregaram o morto pela cidade, e, nessa parte, assim como em toda história, o leitor pode se deliciar com uma invasão de pensamentos engraçados que a leitura propõe. Jorge Amado faz uma mistura do real com o imaginário, fazendo com que o leitor tente compreender os limites dessas duas realidades. Viajamos sem sair do lugar, conhecemos outro “mundo” através da leitura deste livro que, por sinal, é um dos melhores livros que já lemos.
Por fim, Quincas acaba caindo no mar, pois seus amigos tinham o levado para passear de barco. Eles acreditavam que ele é quem tinha se jogado, quando na verdade ele estava morto e simplesmente caiu (sua “terceira” morte).
O único ponto que não gostamos foi o final do livro, pois não esclareceu certos pontos. Não falou mais nada da família de Quincas, deixando um pouco vaga essa parte. Mas, apesar disso, é um livro com muita riqueza de detalhes, também sendo difícil contar tudo.
Recomendamos a leitura desse livro!
Grupo: Amanda e Michele
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