“Mar morto” é sem duvida uma das mais populares obras do escritor Jorge Amado , nela o autor descreve o cotidiano de uma vila de pescadores que vivem no recôncavo baiano.
Devido à escrita simplificada do autor, o texto desta obra é de fácil compreensão, além de proporcionar ao leitor flashes figurativos
das palavras que estão sendo lidas.
É interessante também destacar os costumes e crenças daqueles
personagens ,que não são muito conhecidos ou são ignorados pela
sociedade contemporânea, para os pescadores da vila, iemanjá
é como se fosse uma espécie de mãe, e rainha do mar . A figura do pescador humilde e valente é tida como essencial.
O livro vidas secas, retrata perfeitamente a historia de uma família que tenta fugir da seca da caatinga. Neste livro podemos observar que os personagens são ignorantes e quase não existe dialogo entre eles.
Seus ideais são pequenos demais, sinhá Vitoria, por exemplo, sonha com uma cama de couro porque não aquenta maisdormir em uma de vara . Fabiano queria mesmo trabalhar ter um pedacinho de terra onde à seca não os faça imigrar para outro lugar.
Os filhos de sinhá e Fabiano nem tinham nome, eram diferenciados por filho mais velho e mais novo. Talvez falta-se criatividade para dar nome aos seus filhos ou simplesmente não conheciam variedades de nomes.
Existe também uma figura especial neste livro, a cachorra baleia que sem sombra de duvidas é a melhor companheira da família. Mas que acaba tendo um triste fim pelas próprias mãos de seu dono, a morte de baleia deixa as crianças tristes.
Fica claro então que o livro de Graciliano Ramos é uma obra muito objetiva onde infelizmente não existe lugar para grandes belezas e alegrias, resume-se em mostrar a realidade nua e crua como ela é.
Um marco na história do modernismo, com certeza, são as obras do escritor Jorge Amado.Em sua obra A morte e a morte de Quincas Berro D’água, ficamos “presos” a uma história que nos leva a querer saber mais e mais, a saber o desenrolardos acontecimentos. Sua linguagem, simples e de fácil compreensão, também incorpora elementos do vocabulário baiano, já que a história se passa nas ruas da Bahia. É uma história fascinante!
Quincas Berro D’água, antes de ter uma vida boêmia, ser tratado como marginal, tinha uma família correta, trabalhava na vida pública, enfim, tinha uma rotina “normal”. Mas, na verdade, ele já estava cansado dessa vida rotineira, do casamento exaustivo, de tudo aquilo que ele estava vivendo. Quando Quincas saiu de casa foi como se ele morresse pela primeira vez. Sua família o renegou, tinha vergonha dele. Nesse contexto, o livro faz uma crítica azeda aos comportamentos burgueses.
A parte mais interessante da história é quando Quincas morre. Sua família tem vergonha de comunicar o fato e muitas confusões começam a partir daí.A família fez uma espécie de revezamento para ficar com o morto. Seus amigos de vida boêmia, que assim como ele eram “vagabundos” assumidos, acabam ficando com o morto pela madrugada, apesar de serem mal vistos pela família. É muito engraçada a parte em que os amigos de Quincas, já muito embriagados, começam a tirar suas roupas, que eram caras, pois achavam que era um desperdício e, por isso, diviram-as entre si. Começaram a dar cachaça para ele beber, achando que ele estava consciente. Depois carregaram o morto pela cidade, e, nessa parte, assim como em toda história, o leitor pode se deliciar com uma invasão de pensamentos engraçados que a leitura propõe. Jorge Amado faz uma mistura do real com o imaginário, fazendo com que o leitor tente compreender os limites dessas duas realidades. Viajamos sem sair do lugar, conhecemos outro “mundo” através da leitura deste livro que, por sinal, é um dos melhores livros que já lemos.
Por fim, Quincas acaba caindo no mar, pois seus amigos tinham o levado para passear de barco. Eles acreditavam que ele é quem tinha se jogado, quando na verdade ele estava morto e simplesmente caiu (sua “terceira” morte).
O único ponto que não gostamos foi o final do livro, pois não esclareceu certos pontos. Não falou mais nada da família de Quincas, deixando um pouco vaga essa parte. Mas, apesar disso, é um livro com muita riqueza de detalhes, também sendo difícil contar tudo.
O livro Vidas Secas relata a história de uma família típica do sertão que percorre a sequidão em busca de um lugar para viver. O lugar que eles procuram precisa tão somente de água e comida.
É uma família humilde, sem estudo, sem grandes sonhos ou expectativas que ficam a margem da sociedade.
O livro pode e deve ser associado à realidade, não é a nossa realidade, mas é uma realidade próxima. No dia a dia podemos observar muitas pessoas que viajam em busca de melhores condições e acabam se deparando com a miséria. Um exemplo são os nordestinos, que vão morarnas metrópoles em busca de uma vida um pouco melhor e acabam não tendo sucesso, pois a grande maioria não tem estudo e é “repudiada” pela sociedade.
Estas pessoas perdem a dignidade, são postas abaixo de nós, e seus sonhos são tão pequenos...
O país deveria lembrar e se orgulhar destes indivíduos que compõem a base da sociedade. Afinal, nunca se chega ao topo se não houver uma base.
O livro Vidas Secas, escrito por Graciliano Ramos em 1938, é promissor para quem deseja conhecer o estilo de tal autor, que tem como característica a escrita de forma menos rebuscada e a dor e a opressão seriam de forte influência no seu estilo literário: a Geração de 30. Influenciado pelos fatos que ocorriam no Brasil e no mundo, Graciliano expõe nessa obra a violência presente naquele período através da relação oprimido e opressor.
A história escrita se passa no sertão nordestino, relatando a vida de Fabiano e sua família, mostrando como é a realidade dos retirantes naquela época, seus desejos e anseios. Há pouco diálogo entre os personagens, fazendo com que a falta de comunicação exacerbe as ações violentas. Neste livro, Graciliano Ramos apresento-nos uma narração fantástica da historia, e de tão centrada e forte parece que ate podemos ver a alma dos personagens. Quanto ao nome, não poderia ser outro tendo em vista a crueza e a aridez da vida dos personagens, associadas ao clima local.
A estrutura dos capítulos é contextualizada de forma com que a leitura torna-se intrigante. A forma de escrita do autor não é muito detalhista, o que ajuda na compreensão e aumenta a satisfação do leitor, pelo menos ao nosso ver.
A obra é recomendável para qualquer pessoa que deseja ter uma leitura agradável, os capítulos são rápidos e podem ajudar muito a conhecer mais sobre o autor e o momento literário que está em vigor.
Graciliano Ramos foi um importante escritor brasileiro, sendo até indicado ao prêmio Brasil de literatura. Com relação ao livro Vidas Secas, não há duvidas, é um dos mais importantes, senão o mais, do período modernista.
Nosso blog surgiu a partir da ideia de postar um jornal eletrônico. Apoiados pelos professores Pablo e Renata, iniciamos este projeto com o objetivo de mostrar nossas realizações e trabalhos, criando um espaço com a nossa “cara”. Buscamos empregar uma linguagem culta ligada ao nossa forma de expressão. O blog iniciado no mês de junho, depois de suas primeiras postagens, ficou adormecido. Pretendemos voltar com força total, cheios de novidades e deixá-lo o melhor possível! Este é um espaço onde professores e alunos podem interagir e mostrar a todos que esta relação é muito mais do que “sala de aula”, e que ambas as partes podem ter uma relação de companheirismo.